Madrugadece.
A madrugada canta silêncio estridente
Preenche o vazio frio do cômodo abstinente
Transborda em maré alta o medo de amor
Traz o sossego que ascende eloquente
O trabalho lógico à luz fluorescente
Transparece insegurança sob um dia de vigor
Sono.
Café amargo desce doce subversivo
Sono esconde à esmo alusivo
A ponteiros que rodam insanos à noite decompor
Corpo adepto à rotina noturna
Permanece inconsequente à manta escura
E recepciona o Sol que vem se impor
Desmadrugadece.
Nenhum comentário:
Postar um comentário