segunda-feira, 29 de junho de 2015

Madrugada

Madrugadece.

A madrugada canta silêncio estridente
Preenche o vazio frio do cômodo abstinente
Transborda em maré alta o medo de amor

Traz o sossego que ascende eloquente
O trabalho lógico à luz fluorescente
Transparece insegurança sob um dia de vigor

Sono.

Café amargo desce doce subversivo
Sono esconde à esmo alusivo
A ponteiros que rodam insanos à noite decompor

Corpo adepto à rotina noturna
Permanece inconsequente à manta escura
E recepciona o Sol que vem se impor

Desmadrugadece.

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