quarta-feira, 24 de junho de 2015

Manhã de versos

Teu corpo nu esticado na cama
Emaranhado solto em lençóis amassados
Ao som doce dum café pingado
Recitado suave sob o sol das seis

Teu acordar tímido é poesia cotidiana
Que amanhece subversiva e espontânea
Interpretada em versos rasos
Sobre um travesseiro de fronha burguês

E essa paixão é papel em Branco
Rabiscado com suor de cobertor
Que vai pintando a madrugada enquanto
Amanhecemos poesia à moda amor

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