Teu corpo nu esticado na cama
Emaranhado solto em lençóis amassados
Ao som doce dum café pingado
Recitado suave sob o sol das seis
Teu acordar tímido é poesia cotidiana
Que amanhece subversiva e espontânea
Interpretada em versos rasos
Sobre um travesseiro de fronha burguês
E essa paixão é papel em Branco
Rabiscado com suor de cobertor
Que vai pintando a madrugada enquanto
Amanhecemos poesia à moda amor
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