sábado, 12 de setembro de 2015

Testamento do cansado ao impetuoso

Por trás de uma vista cansada
E ouvidos saturados de mentiras
Visto o fardo da impotência
O qual até ontem não me servia

Entendo hoje o vazio homem
Seja ele corrupto ou corruptível
Que vomita hierarquia cargo abaixo
Bêbado de poder e ambição

E lhe digo com a boca amarga
Num último suspiro de poder
Sem esperança de compreensão
O que um dia, velho, você vai entender

Essa sua tão gritada liberdade
Que você defende impetuoso na rua
Em nenhum passo já dado pelo relógio
Há de ter sido sua

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Teu beijo em poesia

Se teu beijo fosse cerveja
Eu largaria tudo pra morar no bar
Ficaria bêbado das seis às seis
Tomando teus lábios em goles pra viciar

Se teu beijo fosse um jogo
Eu perderia toda hora
Perderia o rumo, a noção e o sorriso
Sempre que tua boca fosse embora

Se teu beijo fosse o mar
Eu moraria dentro d'água
E morreria afogado
Por beber água salgada

Mas teu beijo não é nada disso
Ou talvez seja isto que seja
Uma poesia desmetrificada
Que só entende quem te beija

domingo, 6 de setembro de 2015

Te querendo em decassílabos

Eu hoje te quero de todo o jeito
De roupa, despida ou mal-humorada
Vestindo um sorriso embriagado ou
Tua blusa de seda decotada

Eu hoje quero te ver todo dia
Eu hoje quero te ver amanhã
Eu hoje te desejo em poesia
Mordendo o teu pescoço de maçã

Eu hoje te quero nua na cama
De costas, de frente e dos sete lados
Eu hoje te quero toda a semana
Me perdendo em teus seios desenhados

Eu hoje não quero saber de nada
Eu hoje só quero saber de tudo
Dos teus olhos, tua boca safada
Da tua pele, teu cheiro e teu mundo

Eu hoje quero todos os clichês
Que me façam parecer diferente
Eu hoje quero o dia com você
E perder esse dia com a gente