segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Volúpias circulares

Olhar de mel docemente apimentado
Castanho agressivo embriagado
Implora soberano uma noite perdida
Pr'em conversas gélidas de almas vazias
Entorpecer o corpo com minutos de suor

Grita em silêncio o casal voluptuoso
Propositalmente me envolve em laços ardentes
Me queima por dentro em desvio orgulhoso
Me convida a domá-lo com beijos de amor

Ah! Olhos terrosos
Por que então, enfim, não explicitam
O desejo por trás desse teatro terrível
Pr'em segundos a mais eu morrer de tesão?

Beijarei-os agora.
Sem traço de pressa ou de demora
Entreguemo-nos vivos à doce paixão
Vivamos entregues à passageira ilusão

domingo, 16 de agosto de 2015

Talvez fosse Sol

Talvez eu esteja amando
Talvez você esteja
Talvez nós acertamos
Talvez ninguém certeza
Talvez a gente errou
Talvez fosse dar certo
Talvez teu beijo fosse
Meu Sol em céu aberto 
Talvez

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Rod. Vida-340

Linha do tempo correndo a vida
Em chão batido e asfaltado
Pedra, curva, buraco
Subida

Paixão acentuada a 500m
Para monotonia mantenha a direita
Sob condições de amor
Aumente a velocidade

Nunca pare na pista
Pedágio: amor à vontade
Preste atenção na vista
Não há retornos

Condução perigosa permitida
Vento gelado no rosto
Fim da rodovia da vida
Acidente

Fatal