segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Volúpias circulares

Olhar de mel docemente apimentado
Castanho agressivo embriagado
Implora soberano uma noite perdida
Pr'em conversas gélidas de almas vazias
Entorpecer o corpo com minutos de suor

Grita em silêncio o casal voluptuoso
Propositalmente me envolve em laços ardentes
Me queima por dentro em desvio orgulhoso
Me convida a domá-lo com beijos de amor

Ah! Olhos terrosos
Por que então, enfim, não explicitam
O desejo por trás desse teatro terrível
Pr'em segundos a mais eu morrer de tesão?

Beijarei-os agora.
Sem traço de pressa ou de demora
Entreguemo-nos vivos à doce paixão
Vivamos entregues à passageira ilusão

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