domingo, 31 de maio de 2015

Poesia morena

Eu quero recitar a tua barriga descoberta
Cantar os versos da tua boca esperta
E sentir o teu toque me viciar

Eu quero interpretar cada sílaba da tua pele
Viajar nas tuas curvas encaixadas
E me entorpecer com a música do teu olhar

Eu quero ler o teu cheiro certo

Mergulhar no teu seio aberto
E ouvir a tua risada rimar

Eu quero viver a poesia que é o teu corpo
Esse completo antônimo de clichê morto
Composto pra amar

Então me ama, morena
Sê minha poesia mal-feita
Ainda que, em si, seja perfeita
E deixa eu te amar