O Sol ardendo esquenta
O moço e a moça assim, igual
Brilha forte a pintar o dia
Despejando cor no pessoal
O moço tira a camisa e põe no ombro
Não tem nada mais normal
A moça inveja o gesto simples
E se oprime ao banal
Mas "por quê?", ela pergunta
Não tem motivo de ser mal
E tira o pano como o moço
Seria errado se não convencional?
"Vadia, piranha, vagabunda!"
O ódio vem irracional
E a moça sem camisa
Se encolhe à massa patriarcal
E o Sol que trazia a cor
Ficou sem entender nada
Por que a moça com calor
Não podia ficar pelada?
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